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quarta-feira, 15 de maio de 2013

BLUESFEST 2013 - Byron Bay - 3rd DAY

30 de Março, última dia de Bluesfest pra mim. Sem vans do Arts Factory Lodge, de novo, tive que caminhar até o terminal de ônibus, não sem antes reclamar na recepção, e recebendo a sugestão - que até pareceu irônica - de chamarem um táxi. Moving on... parei no ALDI para comprar a boa e velha - e já comentada - bolachinha de arroz com seaweed e hommus-dip na mochila para me sustentar durante o festival.

...chegando ao Bluesfest, guiado pela voz do Plant, segui para o mesmo portão que havia entrado no dia anterior. Fui barrado, mostrei a pulseira. Só aí entendi por quê um dia antes eu havia passado SEM revista e pego a passagem de som: aquele portão era só do STAFF. Rs... mesmo sem querer, tive sorte na véspera... sorte que não se repetiu. Por pouco não peguei a passagem de som de ninguém menos que Robert Plant, cuja voz fiquei escutando de fora, mesmo, até que o portão se abrisse para o público em geral.

1) Genevieve Chadwick - Uma das belíssimas surpresas de artistas "desconhecidos" que escolhemos por meio do programa do festival. Na sinopse faziam menção a influência de Janis Joplin. Na boa, ela CANTA MUITO. Ela é MUITO foda e versáril. Canta bem demais, mesclando sutileza e força,  manda muito bem no violão, parece ter inspiração de Jimmy Page, impecável tanto no blues "mais rápido" quando "mais devagar". Até publiquei um vídeo no youtube, de "Smell The Rain" - http://www.youtube.com/watch?v=eod7a6XwsOk. Fiquei até refletindo depois... o que será que o povo viu em Paula Fernandes? Rs... o Brasil deveria ter cantoras muito mais talentosas no mainstream... pois hoje a austrliana Genevieve é superior a todas elas. Conheçam sua música!


2) King Cannons - Som muito agradável, uma espécie de "Rockabilly modernoso". O vocalista parece um cara dos anos 60, mas contemporâneo, rs... visualzão com camisa pra dentro contrastando com tatuagens, inclusive no rosto... e penteia o cabelo no meio do show. O som é muito agradável e diferente, às vezes um pouco mais pesado, mas sempre com um drive a la anos 60. Pesquisem e escutem seu som!


No intervalo para o show do SOJA, que aguçava minha curiosidade por ter feito uma turnê muito bem sucedida um ano antes aqui no Brasil (em que meus amigos da X trabalharam), resolvi dar uma circulada e parei pra escutar brevemente o som da Lil Fi & the Dirty Rascals. É legal. 

3) SOJA - Soldiers of Jah Army. Mesmo esperando um ótimo som, superou minhas expectativas. É um reggae meio "contemporâneo", com novas sonoridades, arranjos bem trabalhados estrapolando um pouco o mais tradicional. É um reggae um pouco mais "pop", no bom sentido. O baixista é MUITO bom, dança engraçado no palco e canta algumas músicas com voz bem pro grave. O trompetista também é fera, chega a tirar som d´uma concha do mar. LEGAL!


4) Grace Potter and the Nocturnals - A Grace é mesmo muito boa tecnicamente, toca guitarra muito bem, e também Hammond. Apesar de uma performance um pouco fake coreografada no começo do show, ela põe a alma pra fora em algumas músicas, principalmente em "Stars" e quando toca Piano & Voz. A banda é toda muito boa... chama a atenção um "solo em conjunto" de bateria, rs... em que todo mundo - inclusive a Grace - pega baquetas e começa a batucar na mesma bateria, junto (obviamente) com o baterista. O baixista ainda lembra um pouco o Jimi Hendrix, o guitarrista e baterista usam óculos escuros em plena luz do dia, hehe. Depois ainda rolaria sessão de autógrafos na loja de discos (depois de Soja, por sinal), mas fui mesmo passar o tempo vendo outros shows.


5)  Sweet Honey - Consegui pegar duas músicas. É um grupo vocal formado por 6 mulheres (5 cantoras, uma "intérprete"). Além da afinação, chamou muito a atenção para uma integrante do grupo que "canta" por meio de linguagem gestual - creio eu que LIBRA - para surdos.


6) Playin´ For Change  - É uma espécie de "dream team" de vários músicos renomados em prol de um projeto que leva escolas de músicas para localidades pobres para desenvolvimento cultural e social, etc... de fato, músicos muito bons, show legal. O ponto alto, além de uma gostosa das cantoras, foi a peformance de "One Love" (terceira menção a Bob Marley que eu vi no festival)... e também o fato de o baixista ser IGUAL ao Away Nilzer, hehe. Saí um pouquinho antes do fim para pegar o show do Status Quo.


7) Status Quo - LEGAL. Puta sonzeira. Puro Rock´n Roll. Clássico. Sem comentários. Highlights em  Down Down e Rockin´ All Over the World. Saí também um pouquinho antes para ver Jon Anderson no Lotus Palace.


8) Jon Anderson - Não foi um show, foi um SARAU. O venue - Lotus Palace - é uma sala pequena (e, depois descobri que sustentável, com energia elétrica gerada a partir de painéis solares) para 200, talvez 300 pessoas. Show "private", intimista, violão e voz. Curiosamente, ele TAMBÉM citou Bob Marley (quarta vez que vi no festival) como música incidental cantando o refrão de One Love. Um pequeno ponto fraco não posso deixar de citar - vazou som do Matt Andersen (que tocava na tenda ao lado, Apra) e isso atrapalhou sim um pouquinho em alguns momentos. O show rolou também um pouco como "Story Tellers". Entre algumas histórias, mencionou o fato de os integrantes da banda YES terem sido os primeiros ingleses a pisar na Argentina depois da guerra das Malvinas, por ocasião de uma turnê... mas só souberam disso ao chegar lá, tento uma reunião com o presidente, que agradeceu e ofereceu proteção, hehe... além disso, contou um episódio em que encontrou um jovem que quis subir ao palco (acho que num show seu de início de carreira) para cantar Hit The Road Jack aos 16 anos de idade... seu nome era Joe Cocker. Owner Of The Lonely Heart foi ponto alto ao lado de Soon, que você pode assistir aqui - http://www.youtube.com/watch?v=20uPMT8K06Q


9) Blind Boys of Alabama - Assim que terminou o show do Jon Anderson saí correndo para o Mojo no intuito de assistir ao show do Robert Plant. Fui tão rápido (em maio a poças d´água e lama) que cheguei a pegar a última música e o BIS dos Blind Boys of Alabama. Excelente versão de Higher Ground, do Stevie Wonder. Como o próprio nome diz, é um grupo formado por músicos cegos. Talentosíssimos!


10) Robert Plant Presents Sensational Space Shifters - INESQUECÍVEL. O show, ao que tudo indica, é da mesma turnê dos dois realizados em São Paulo (Espaço das Américas) no final do ano passado. Por isso mesmo, é um pouco parecido... exceto pelo fato de acontecer no BLUESFEST em Byron Bay! A atmosfera que envolve o festival visivelmente influencia os músico... não é um show qualquer! Além disso, tenho quase certeza de que pelo menos 2 novidades no repertório: a inclusão de mais 2 músicas do Led Zeppelin - "What Is And What Should Never Be" e "Heartbreaker". Em meio a Wholo Lotta Love, Black Dog, Rock´n Roll e tantos outros sucessos, Plant interagiu mais com a platéia, também um pouco no estilo "Story Tellers". Foi muito legal quando ele disse algo como "What time is it? I think my firend Iggy Pop will step on the stage... so let´s move and watch him play". Enfim... em 2 anos, foi o meu quarto show do Robert Plant: 1 em Los Angeles e 2 em São Paulo. Ver Plant NUNCA é demais... e sinto muitas saudades do maravilhoso show de 1996 ao lado de Jimmy Page em pleno Hollywood Rock no Estádio do Pacaembú.



11) Iggy Pop and The Stooges - Milagrosamente, após uma correria insana da frente da platéia do Mojo Stage, consegui chegar à frente da platéia do Crossroads Stage a tempo de pegar a última música de Iggy Pop. Uma pena "entrar no bonde andando", rs... todo mundo loucaço e eu ainda me sintonizando na vibe do show... rs... Iggy é mesmo MUITO LOKO! (no bom sentido, claro). E que saúde! Bão... não posso perder uma próxima eventual oportunidade de assisti-lo.


Bateu uma tristeza quando tive que entrar na fila para o ônibus... haveria ainda dois dias de festival, mas eu não iria... dei um azar e a "Maldição das 3 meninas uníssonas" se repetiu. Explico: um dia antes, durante a fila e (insuportavelmente) no mesmo ônibus que peguei, fiquei escutando o canto uníssono de 3 teenagers irritantes... é difícil explicar, mas pareciam zumbis cantando, irritante mas ao mesmo tempo engraçado... sempre começavam com Valerie... enfim. O ônibus saiu à 1:40... chegamos em Byron Bay às 2, e tive que caminhar até o hostel.

BLUESFEST 2013 - Byron Bay - 2nd DAY

29 de Março. Acordei cedo e me surpreendi com uma novidade BIZARRA do Arts Factory Lodge: "Due to public holidays there is NO Bus service today!" Isso mesmo... um HOSTEL que NÃO trabalha 100% em feriados (embora praticamente DOBRE a tarifa). Piada. Até porque, na mesma recepção, havia um folheto oferecendo serviço de traslado ao festival a AU$ 10. hum...



Tendo chegado cedo ao festival, caminhei seguindo algumas pessoas à minha frente e, estranhamente, entramos por um portão que não fazia revista alguma... achei estranho. Guiado pelo som, fui presenteado com o soundcheck da famosa banda australiana Leonardo´s Bride. No próximo post, explicarei a melhor por quê isso aconteceu, hehe


O folheto da programação do festival é o melhor que eu já vi. Consegue resumir em 1 folha A4 a programação inteira em "timeline" dos 6 palcos pelos 5 dias, facilita bastante a árdua tarefa de se revezar entre tantas boas atrações. Além disso, um programa completo - e gratuito - é distribuído com sinopses de cada um dos artistas, o que também ajuda MUITO.

1) Hat Fitz & Cara Robinson - Me guiei pela descrição do programa do festival e gostei MUITO. Na tenda Cavanbah, fizeram um show intimista. A dupla - na verdade, um casal - é MUITO boa. Ambos cantam e tocam muito bem: ele, violões e instrumentos de cordas, ela, bateria, instrumentos (algunz bizarros) de percussão e flauta. O show acontece de forma descontraída com muitas intervenções a la "Story Tellers" entre as músicas, incluindo algumas piadinhas conjugais. Recomendo que pesquisem e escutem o som deles.


2) Leonardo´s Bride - Depois de pegar o comecinho do show da Ruthie Foster no palco Crossroads (também guiado pelo programa), fiquei indeciso por causa da soundheck que havia presenciado e acabei trocando pelo MOJO - Leonardo´s Bride. Indecisões são comuns nesses festivais em que ótimos artistas dividem o mesmo horário na grade. Pelo que falaram, seria um show de reunião da banda, e, também, o último deles juntos. O som é legal. A deliciosa vocalista Abby Dobson lembra um pouco, às vezes, a forma de cantar de Gwen Stefani.


3) Ruthie Foster - Graças a Deus a pontualidade australiana não é idêntica à britânica, então consegui pegar um belo pedaço do show da Ruthie. O ponto alto, para mim, foi o "tributo" a Bob Marley. Aliás, Jason Mraz já havia tocado Three Little Birds no dia anterior... e vocês verão, mais adiante, que outros artistas também se lembraram do reggaeman.  A (ou seria "o"?) baterista até tocou com uma camiseta dele... e a baisita parecia a Whoopy Goldberg.


4) Taj Mahal Trio - PURO blues. Muito bem resolvido com um TRIO! Sem palavras. O cara é o BLUES (e parte de sua História) em pessoa.


PS: o clima estava um pouco nublado e, durante o show, choveu BASTANTE! Graças a Deus a tenda é ótima e nem senti... mas deu pra perceber que iria "muvucar" um pouco as partes cobertas por causa disso.

5) Ben Harper SOLO - Esse show eu vi da grade, pois desde a Ruthie eu estava no Crossroads. O cara é mesmo MUITO fera e versátil. Seu show "solo" é LITERALMENTE solo. Somente ELE no palco, revezando entre violões, slide guitar, piano... MUITO Blues, mas também alguns sons mais pop. Os pontos altos foram Aleluia, Burn One Down e Diamonds On the Inside.



6) Jimmy Cliff -  O cara é uma LENDA. Sempre quis assistir a um show seu e, felizmente, consegui, em plena forma, mesmo aos 64 anos. Ele ESBANJA saúde no palco, serelepe, MEGA performance!! Fiquei surpreso com tamanha energia. Pula, dança, caminha, 100% simpatia! Aliás, o reggae dele é um pouco diferente... 101% pra CIMA, dançante, animado. O primeiro ponto alto foi com "Wild World". No final o cara ainda embalada 3 grandes sucesso pra encerrar o show, logo após reencenar trecho clássico do filme homônimo: The Harder They Come, I Can See Clearly, Reggae Night.


Depois do show do Jimmy a chuva deu uma apertadinha e, já que o meu próximo show de interesse era no palco Crossroads, aproveitei para experimentar uma porção de "DIM SIM" numa tenda chinesa.

7) Rodriguez - Fiquei sabendo do Sugar Man graças ao guia do "I´m Free Tours" em Sydney. Ele havia me contado, brevemente, sobre o documentário que havia ganhado o último Oscar, e sua história, de artista que não estourou nos EUA mas cujo álbum cruzou o oceano de forma desconhecida à África do Sul, onde se tornou trilha sonora da luta contra o Apartheid embalando toda a juventude da época e atribuindo a ele caráter de ídolo misterioso. O som é muito bom, lembra bastante Bob Dylan, que por sinal foi homenageado com performance de "Like a Rolling Stone". Outro ponto alto foi justamente "Sugar Man". O cara é muito simpático aos 70 anos, fazendo pequenas piadinhas e respondendo aos histéricos "I Love youuuuu" com algo como "I know it´s the drinks, but I love you back". Destaque para o trompetista, muito bom e bem encaixado nos arranjos das músicas.


8) SANTANA - Saí correndo ainda no finziiiiinho do show do Rodriguez pra cruzar do Crossroads ao Mojo a tempo de pegar o show do Santana. IRADO. Começa com TUDO, rock com balanço latino, SONZEIRA! No começo os destaques foram Black Magic Woman e Oye Como Va, antes de embalar as canções de Supernatural, álbum clássico que renovou a já excelente e bem sucedida carreira de Santana  colocando-o novamente no mainstream com grandes hits: Maria Maria e Smooth. Até o momento era sem dúvidas o melhor show que eu tinha assistido. Agitou a galera, que dançou e tudo o mais... Evil Ways  é outro ponto alto... só me pergunto o seguinte: é necessário um solo de bateria, sendo que a grade de um festival restringe um pouco a duração do show? Eu preferiria que tocassem um hit a mais. Mas tudo bem. Show NOTA 10! Quando (se) vier ao Brasil, irei com certeza.


9) Manu Chao - De novo fui beneficiado por um pequeno atraso e consegui pegar o show desde o começo.  Chama a atenção. Foi sem dúvidas o show que mais agitou a galera. Manu Chao é sucesso de crítica e cria novos sons, arranjos, timbres, misturas, fiquei muito curioso para ver ao vivo. Os arranjos são mais simplificados e totalmente diferentes das gravações... bateria, baixo, guitarra, ele no violão e voz. No começo empolga muito, toca 3 ritmos diferentes na MESMA música. Mas isso começa a se repetir. TOda música foi assim. Observei o público e tinha bem menos gente mais velha (que é maioria visível no festival). Muito jovem e muita gente fumando maconha... talvez a vibe fosse mais pela "festa" e menos pela "música. Saí um pouco antes do fim pra tentar pegar algum pedaço do show da Tedeschi Trucks Band... rm meio à lama que já tomava conta do espaço fora das tendas.


10) Tedeschi Trucks Band - Ah, se eu conhecesse... não teria arredado pé do Mojo Stage. Mas consegui pegar uns 10 minutos de show... e a última música, "I Want To Take You Higher", devidamente publicada no youtube. A banda toda é MUITO foda. Da metaleira aos vocais de apoio... TUDO! Jazz de primeiríssima qualidade. Sem palavras. Assista ao vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=zlYpo1jPc80


Talvez pela programação ser maior, tive a impressão de que havia mais gente... pelo menos a fila do ônibus estava visivelmente maior do que no dia anterior. Tive que apelar... não ficaria esperando mais de meia hora de pé... sinto muito, queridos brasileiros... mas furei um pouquiiiiiinho a fila e, graças a isso, cheguei novamente à 1:20am em Byron Bay. Pra minha sorte, o motorista da noite estava desavisado quato ao "NO BUS SERVICE", e estava lá na linha do trem... que bom, pois pegamos uma garoinha chata pelo caminho.

terça-feira, 14 de maio de 2013

BLUESFEST 2013 - Byron Bay - 1st DAY

O transporte de ônibus foi eficiente e cheguei ao local do Bluesfest pouco depois das 2 da tarde. Voucher da compra trocado, pulseira na mão. Neste primeiro dia, a programação dos shows começaria às 16hs, então eu tive um bom tempo para explorar o espaço todo. Há muitas opções de alimentação... comidas típicas de diversos países, até mesmo do Brasil! E além das duas grandes lojas - de merchandising do evento e de CDs, que por sinal contava com sessões diárias de autógrafos de alguns dos artistas do festival - havia inúmeras lojinhas menores com diversos produtos. Não me lembro de notar nenhuma grande loja ou restaurante famosos de grandes redes... talvez o foco fosse mesmo um pouco "independente" até mesmo para isso.

Quanto aos palcos, havia 2 tendas de palcos principais -  MOJO, com 12 pilares, e CROSSROADS, com 10 pilares; 2 tendas secundárias - JAMBALAYA e APRA; 2 espaços menores, mais intimistas - CAVANBAH e LOTUS PALACE. Bom... daria pra ficar elogiando a estrutura até amanhã, rs... mas vou deixar um pouco deste assunto para o próximo post. Vamos falar um pouco da música, que é o que mais interessa!

1) William Elliot Whitmore - Abriu o festival, primeira atração do palco Crossroads. Artista solo blueseiro, somente ele e um violão - O cara toda MUITO. A música que mais me chamou a atenção foi "I´m digging my grave". Além disso ele é um cara gente boa e humilde, desceu do palco para cumprimetar o público, literalmente, apertando a mão das pessoas que estavam junto à grade. Segundo ele mesmo, gosta de cantar com gente em volta. No meio do show ele tomou um whisky, depois uma breja e fez piadas com o tempo do show - "10 minutess? Now I have one song. Oh, he told me 2 songs"!


No festival chama a atenção a idade. A imensa maioria é de gente mais velha. BEM mais velha. 50, 60, talvez mais. Parecem hippies... parecem participantes do Woodstock. Aliás, acho que o Bluesfest é o mais próximo que já cheguei de um Woodstock! A atmosfera, a vibe, é muito boa...

2) Wanda Jackson - O show da "ROCKABILLY QUEEN" é quase como um "Story Tellers". Ela mesma disse que começou pra valer em 1955, aos 17 anos, fazento turnê com o Elvis Presley, com quem ela "dated" algumas vezes e ganhou um anel que virou o colar que usa até hoje. Além disso, ela abriu recentemente 10 shows da Adele. Define seu show como uma "Journey Through the Music". Isso sim é que é exemplo de riqueza artística, de conteúdo, de história, de artista consistente. Show deliciosa, banda primorosa... o tecladista parecia muito com Jerry Lee Lewis, de quem ela tocou "Whole Lotta Shakin´Goin´ on". Outro ponto alto do show foi o "tributo" a Elvis - Heartbreak Hotel. Devidamente (e amadoramente) filmadas, em breve postarei no youtube.



Do Jambalaya eu fui para o Mojo assistir ao show dos Couting Crows, tendo passado pelo Crossroads. Nele, dediquei alguns minutos para escutar "1 música e meia" da "banda do Seu Madruga". Rs... me perdoem os fãs mais fervorosos, estou me referindo a Shuggie Otis. SONZEIRA instrumental. Pra ser sincero (perdão novamente), não gostei muito dos vocais, mas não importa... a banda é PRIMOROSA! Uma pena ter que sair, mas essa situação se repetiria muitas vezes ainda: no Bluesfest, TODO ARTISTA é MUITO bom... e há SEIS palcos ao mesmo tempo, com shows simultâneos de gente FERA. Fica MUITO difícil fazer as escolhas.

3) Couting Crows - A primeira música foi impressionante. "Private Archipelado". Confesso que não a conhecia, mas o banho de interpretação do vocalista, com tamanha eloquência dramática foi de tirar o fôlego e de impressionar. O show em si é bem cênico. Em seguida vieram outras "baladinhas" na mesma onda. Tenho que admitir: com o tempo, o ritmo e a dinâmica ficam um pouco devagar... e o fato de não terem tocado Mr. Jones me deixou um pouco frustrado. Mas mesmo assim é um baita show, recomendo.


4) Jason Mraz - Sem dúvida uma grande surpresa para mim. Sua apresentação engloba, mas não se restringe ao hoje hit (amanhã certamente um clássico) "I´M YOURS". O cara é música pura, com uma voz limpa, afinada, bonita e diferenciada, e uma generosidade que o faz nem parecer um artista solo. No palco brilham também cada um dos músicos que o suportam. Humilde, dá espaço a todos. Além disso, sua percussionista é MUITO foda. Canta e toda DEMAIS. Pra mim o "dueto" entre eles foi o grande ponto alto do show. Ambos dois EXALAM música numa sintonia perfeita. Em determinado momento ela toca com suas baquetas no violão dele e fica muito legal. Este é um show que pretendo assistir de novo, em algum lugar do mundo, COM CERTEZA.


5) Ben Harper & Charlie Musselwhite - Que baita show de BLUES. Aliás, PURO blues. Consegui assistir da grade, bem de pertinho... bem mais legal, dá pra perceber melhor o feeling dos artistas. Por incrível que pareça, não rolou nenhum som pop por parte do Ben. Muita versatilidade. Como bom fã de Led Zeppelin, o ponto alto para mim foi a interpretação instrumental (com slide guitar) do clássico When The Leeve Breaks.


PUTA festival! E isso porque, no primeiro dia, começou somente às 16hs. Nos demais, seria a partir do meio dia, ou seja, o dobro de atrações! Depois da pequena dificuldade que foi enfrentar a IMENSA fila para pegar o ônibus de volta, nem quis saber de outra coisa senão dormir para acordar renovado no dia seguinte. À 1:20 eu já estava no hostel. Baladinhas de Byron Bay que me desculpem, mas o Bluesfest é mesmo imperdível.