sexta-feira, 3 de maio de 2013

MELBOURNE - City Tour antes do Cirque

Quarto dia de Austrália, segundo dia em Melbourne, 15 de Março.

Após tomar um café da manhã aproveitando o "free pasta" do Hostel, saí para caminhar seguindo os lugares apontados pelo Guia Visual da Folha, antes que me dirigisse à tenda do Cirque du Soleil para assistir OVO.

Foi mais um "sightseeing" mesmo... bastante intenso, pois os principais pontos turísticos são muito próximos, envoltos pelo "City Circle", basicamente o quadrilátero formado pela Spencer St, Flinders St, Spring St, Victoria St. A princípio eu ia seguir reto pela Flinders Street, mas as vistas do Yarra River me fizeram desviar de qualquer indício de programação. Vale a pena cruzã-lo algumas vezes por algumas das muitas pontes (algumas inclusive só para pedestres) e caminhar pelo River Walk, do outro lado. Além de paisagens belíssimas, há ciclovias (repletas de ciclistas, por sinal), tendas promocionais e de merchandising da Formula 1, o Crown Casino, lojas, restaurantes, bares, passarelas, etc...








Voltando ao tal "City Circle", as 3 principais avenidas do "miolo" são a Elizabeth, Queen e Stanston. Há muito comércio e serviços, galerias, lojas, bares, cafés, restaurantes dos mais variados países possíveis, principalmente asiáticos. Fica difícil seguir algum guia ou roteiro... é tudo muito perto e o melhor a fazer é sair andando e entrando nos lugares que mais chamam a atenção. Por sinal, uma surpresa agradável foi uma loja chamada "MINOTAUR", espécie de recanto cult com souvenirs, filmes, revistas, HQs, canecas, TUDO sobre cultura pop, seriados, bandas, artistas, etc... enfim, vou me limitar a citar os lugares, devidamente "ilustrados" nas fotos abaixo. Rialto Towers (1), Immigration Museum (2), Minotaur (3), Royal Arcade (4), State Library (5), um dos pórticos de China Town (6), St. Paul´s Cathedral (7), Town Hall (8) e Flinders Street Station (9).








É claro que um grande ponto turístico ainda não citado foi deixado para depois. Resolvi guardar um pouco mais de tempo para ver com calma a Federation Square (1, 2, 3), que fica em frente à Flinders Street Station (foto acima). Por lá encontrei Marjorie e sua caravana de brazuquinhas tendo alguma dificuldade para tirar uma foto "saltitante" (daquelas que a galera pula e é fotografa no ar). Gentilmente me ofereci para fotografá-las, enquanto dava uma volta para apreciar os edifícios que fazem parte do complexo. O que mais me chamou a atenção foi sem dúvidas o ACMI (Australian Centre for the Moving Image) (4, 5). Alguns bares, restaurantes, cafés, um telão enorme garantem o movimento intenso de pedestres... sobrou tempo ainda de cruzar a Ponte da St. Kilda Road e ter boas vistas da paisagem do Yarra River daquele ponto. E então resolvi caminhar, isso mesmo, caminhar TODA a distância de lá até Docklands para ver prédios interessantes pelo caminho ao Cirque du Soleil. Chamaram a atenção um edifício com "bolhas verdes" (6) que constratava fortemente com o seu vizinho, além do edifício da RMIT (uma Universidade Australiana) (7). 






Enfim... pouco depois de um pit stop estratégico no único ALDI (rede de supermercados BOA e BARATA
da Austrália) que vi, já cruzava a ferrovia e passava pela Marina de Docklands, a pouquíssimos minutos da tenda do Cirque. O mais legal mesmo foi reencontrar as brazuquinhas da Marjorie, que posaram (sem saber) para esta bela foto abaixo!




No próximo post, OVO!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Ida a Melbourne!

Terceiro dia de Austrália, 13 de Março.

O clima amanheceu um pouco "foggy" em Sydney, e as paisagens do ferry boat já não eram mais tão belas quanto no dia anterior. De qualquer forma, o itinerário até o aeroporto foi tranquilo: meia hora de ferry até o circular quay, uma pequena espera e um trem (caro, por sinal: AU$ 16,70) que passa pelo terminal internacional. Todo este trajeto em pouco mais de uma hora. Nada mal. Check-in feito com mala de mão no quichê da jetstar e tempo de sobra pra colocar os tais AU$ 30 promocionais de crédito no chip pré-pago da vodafone (com isso, torpedos ilimitados e alguns vários megas grátis de dados). No entanto, depois de passar pelo raio X, a fila para a área de embarque me preocupou. Explico: apesar de o voo ser doméstico, por alguma razão que desconheço ele saiu do terminal internacional... ou seja, tive que passar pelo agente da imigração, e isso levou tempo... portanto, fica uma diquinha: reserve algum tempo para o embarque quando seu voo doméstico australiano partir do terminal internacional de algum aeroporto! Pra piorar, o FREE SHOP é um pouco "labiríntico" e uma pentelhação a mais pra quem está (ou, como no meu caso, ACHA que está) um pouco atrasado.


Voo tranquilo, típico de companhias low cost: paga-se por TUDO... água ou mesmo acesso à TVzinha do assento, desnecessária para um voo de aproximadamente 1 hora e meia.


CHEGUEI a Melbourne no aeroporto Tullamarine (existe também o Avalon) e logo peguei o SKYBUS (single trip = AU$ 17,0,0, round trip = AU$ 28,00) para o centro da cidade, mais especificamente a Southern Cross Station (Estação Cruzeiro do Sul, hehe). Por sinal, que bela Arquitetura! Faz com que uma Estação de Trem pareça algo "modernoso", sem contar a grande quantidade de lojinhas, lanchonete e, o mais legal, presença de quiosques vendendo merchandising de equipes de Fórmula 1... dias antes do GP, a cidade já estava não só entrando no clima, mas RESPIRANDO Fórmula 1. Enfim... ela fica a pouquíssimos minutos (uma quadra) de caminhada do Hostel "Love All Nations" (reservado via booking.com), para minha sorte, MUITO bem localizado! Há um certo contraste (pra não dizer discrepância) visual: edifício antigo quase "decadente" (na verdade tem sido restaurado), ele fica bem em frente ao Grand Hotel. Mas enfim... não quis perder tempo: check-in feito, corri pro quarto e, ainda que de vez em quando eu sinta alguma insegurança quanto a shared rooms, neste caso, qualquer chance de a mesma se manifestar desapareceu quando vi bolsas de mulher, 1 laptop e um iPad recarregando. "Abandonados a seu bel prazer", claro. Mala deixada na cama e fui logo caminhar em direção à Docklands, que parecia ser interessante. E de fato é!




Fui caminhando e vendo de perto edifícios de Arquitetura que impressiona visualmente, alguns dos quais ainda em construção. A cidade está em construção... como já observava do SKYBus conforme me aproximava da Estação. Muitas gruas, região com cara de "nova". Na verdade, Docklands parece um grande canteiro de obras. Edifícios corporativos e embarcações suntuosas chamam a atenção... assim como o Etihad Stadium bem em frente à Escultura da Vaca. Percorri todo a área de piers (um "U") pela beirada... avistei sacolas plásticas brancas e cheguei mais perto para ver... que plástico que nada! Eram ÁGUAS VIVAS!!! Daquelas mais perigosas... "Jelly-fish" ou coisa que o valha. Cara, aquilo poderia ter ME MATADO! hehe... mas tudo bem, fora o pequeno susto o passeio caminhava tranquilo e bom belas vistas.




Em pouco tempo cheguei ao Grand Chapiteau e aproveitei para já retirar meu ingresso para o espetáculo OVO, que assistiria no dia seguinte. Pelo caminho, edifícios de uso misto, provavelmente residenciais com comércio/serviços "embaixo", e muitos restaurantes/quiosques/bares à beira das águas, que, creio eu, são do Yarra River. Na volta, passeio pelo Harbour Town, um shopping center a céu aberto aparentemente novo que provavelmente fecha cedo (era por volta de 19hs e as portas das lojas todas trancadas). Supermercado Coles pelo caminho. Parada estratégica para comprar algo para comer e beber. Muitas opções vegans nas prateleiras! E também me chamou a atenção o sistema de "self payment". Basicamente as pessoas levam suas compras até um leitor de código de barras, passam produto por produto (haja honestidade!), e pra finalizar passam o cartão de crédito. Só.





Chegando ao Hostel, uma surpresa: a mesma cozinha que estava às moscas logo quando cheguei, estava totalmente LOTADA! Bocas de fogão, talheres e cadeiras do salão sendo quase disputados! Cozinhar neste horário é quase impossível... mas me virei... e comia enquanto observava o comportamento dos meus queridos backpackermates (essa palavra não existe). Rapidamente percebe-se que naquele hostel nem todos sejam viajantes... talvez a maioria more lá. O que não é legal... panelinhas já formadas, espírito diferente de mochileiro. Assim, não seria a melhor ocasião para conhecer gente, amigos, novos companheiros de viagem. Tudo bem... eu estava tão cansado e esgotado que fui dormir ignorando o ruído barulhento que vinha da música do tal "U Bar" (vizinho nanico porta a porta no térreo) misturada aos veículos do cruzamento das avenidas Spencer e Flinders, além do trem que passava logo em frente à janela.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um dia no Centro de Sydney


Dia 13 de Março

Este foi o primeiro dia de fato em Sydney... acordando cedo e tomando um belíssimo café da manhã regado às tais bolachinhas de arroz com um toque de "seaweed" combinadas com um belíssimo patê industrializado de homus, iguarias essas que haviam me arrebatado já no dia anterior. Cedo saí e já fui me dirigindo ao Manly Wharf para pegar o ferry boat straight to the Circular Quay, não sem antes tirar algumas fotinhos do Sailing Club e da bela Manly Cove.



Comprei o round trip ticket, algo que, na verdade, não faz muito sentido, pois não há "desconto de múltiplo de 2" (ticket normal = AU$ 7,20; ida e volta por AU$ 14,40). Aliás, já fui logo de cara percebendo que, em Sydney, transporte público não é exatamente dos mais baratos do mundo. Mas tudo bem... a viagem de ferry dura pontuais 30 minutos e tem vistas MUITO bonitas de praias, baías, reservas, skylines, malucos diversos se aventurando no mar (a bordo de canoas, caiaques, lanchas, iates e outras embarcações) e alguns pontos turísticos como a Opera House, a Harbour Bridge, os Royal Botanic Gardens. Entre filmagem e fotos, eu já me aproximava do Circular Quay sem nem ter sentido o tempo passar.





O legal do Circular Quay é que funciona de fato como um ponto central em que se encontram diversas linhas de ferry boat, trem e ônibus, em meio a um terminal de transatlânticos, Harbour Bridge/The Rocks de um lado, junto com o Museu de Arte Contemporânea, Opera House e Jardim Botânico do outro lado, em meio a zona comercial com lojas e restaurantes.



Com um guia na mão e algumas sugestões dos meus queridos anfitriões, comecei a epopéia pelo Museu de Arte Contemporânea. A entrada é gratuita para as exposições permanentes. Não sou exatamente o maior fã de arte contemporânea, mas lembro-me que chamaram a minha atenção lá um quadro de retratos do filme IT, um Homem Aranha bizarro e um conjunto formado pelos dois edifícios - um moderno e outro antigo. Um passeio por The Rocks e por baixo da Harbour Bridge encerrou a caminha por aquele lado do Circular Quay.






Do "outro lado" fui ver de perto a famosa Opera House. Pelo caminho, um aaaamplo café ao ar livre repleto de mesas, ainda não totalmente ocupadas (era começo de tarde ainda), com um público heterogêneo formado por turistas e residentes de grande variedade de etnias, sotaques, estilos, vestuário. Esta é uma marca de Sydney... a DIVERSIDADE! Não por acaso, enquanto eu tirava algumas fotos da Opera (neste primeiro dia me limitei a visitá-la por fora, mesmo) a caminho do Botanic Garden, uma doida alemã me abordou. Seu nome era Tanja (pronúncia = "Tânia")... começou a puxar assunto do nada, a princípio aparentemente de forma despretensiosa mas, logo, se entregou: me ofereceu uma espécie de camp de surf. Agradeci e fui embora.



O Botanic Garden é mesmo grande e bonito, aconchegante, agradável. Muito limpo, com muitas pessoas caminhando ou praticando atividades físicas no gramado muito bem cortado. De lá temos vistas bonitas da cidade, contornando a Farm Cove, tanto pro lado da baía quanto para o skyline que contrasta com a vegetação. Ainda passei em frente à montagem em andamento da estrutura para a apresentação de "CARMEN", e "desemboquei" na tal Woolloomoolloo Bay.



De lá praticamente "tropecei" e caí dentro da Art Gallery de NSW. Com entrada gratuita, tem muitas galerias de Arte Européia, além de Asiática e Australiana. Os pontos altos, para mim, foram os quadros de Monet, além de obras de Cézanne, Rodin, uma gravura de Picasso, e uma sala chamativa contendo a obra "They Give Evidence", realmente impressionante!





Da Art Gallery segui caminhando de volta a Opera House para encontrar meus queridos anfitriãos num típico happy hour australiano. Pelo caminho, Hyde Park e St Mary´s Cathedral, Public Library. Chegando à Opera House, nada melhor do que curtir um por do sol ouvindo boa música ao vivo e saboreando uma deliciosa pizza, batatas fritas, vinho branco espumante. De lá direto pro ferry e ir dormir, pois no dia seguinte eu ainda pegaria o voo pra MELBOURNE!



terça-feira, 30 de abril de 2013

FIRST STEP - SYDNEY

Consegui parar um pouco para começar a publicar aqui relatos da maravilhosa TRIP pra Austrália! Então vamos lá... hora de falar do voo e da chegada a SYDNEY!

10 pra 11 de Março

Com voo marcado às 2 da manhã de 2a feira, o jeito foi sair de casa ainda no domingo à noite para não correr riscos desnecessários de fila de check-in ou coisa do tipo... pouco antes das 2 da manhã já sobrevoávamos São Paulo rumo a Buenos Aires a bordo de uma aeronave da "Austral". Mas o "desafio" só viria depois... previsão de quase 17 horas de voo entre Buenos Aires e Sydney!! Esse sim seria certamente o mais longo voo da minha vida!

Correu tudo bem após uma espera de aproximadamente 3 horas no famoso Ezeiza. Apesar de a aeronave da AEROLINEAS ser uma sucata véia um pouco "vintage", daquelas com telão coletivo, o serviço de bordo compensou. Mesmo sem ter "encomendado" refeição vegetariana, a opção "pasta" supriu muito bem meu estômago, com uma excelente entrada de quinua antes do macarrão. E aí, meus queridos amigos... tive que adotar a velha estratégia para tentar dormir e, com isso, reduzir a durção do voo: BANHO DE VINHO. Dei sorte e os comissários de bordo foram generosos... entre copadas de prástico "tacinhas" de VENTUS (um vinho da região da Patagonia, produzido pela tal "Bodega del fin del mundo") e sonecas esporádicas - uma delas interrompidas por metade do filme "As Aventuras de Pi" - encarei as 16 horas de voo numa boa. Isso mesmo... 16 horas... chegamos com ANTECEDÊNCIA! E pouco antes de pousar ainda tive a grande satisfação de conhecer uma ilustre colega de FAU (veterana) três poltronas ao lado (as duas do meio estavam vazias!). Depois do baggage claim me despedi da Paula e fui passar pela alfândega um pouco grog. Meu ar não levantou suspeitas sobre possíveis carregamentos de chocolates brasileiros, água de coco, feijão e outros ítens devidamente declarados.

Enquanto esperava meu irmão do lado de fora (pois é... 1 hora a menos de voo dá nisso...) me dava conta de que, naquele instante, só me restava o continente ASIÁTICO para ser pisado! I had just reached Australia!!! E pouco tempo depois rolava o reencontro...


...cruzamos Sydney de carro, até Manly. Aiiiiinda um pouco grog, ia me acostumando com a mão australiana (invertida, tipicamente britânica) e observando a paisagem... passamos pela Harbour Bridge, onde tirei a única "foto turística" deste primeiro dia. A fim de evitar o jetlag, meu irmão me manteve acordado depois de me descarregarmos as malas em seu aconchegante (e bem localizado) apê: banho de mar em Lil Manly, passeio pelo Wharf, em Manly Cove, com direito a uma bela casquinha, caminhada pelo Corso até a praia principal de Manly, do outro lado. Tudo a pé, a pouco minutos de distância. Entre sono e ainda um pouco do efeito do vinho, fui me mantendo acordado até reencontrar também a Rê, jantarmos, e eu angelicalmente DESABAR no sofá. Deu certo! Acordei no dia seguinte (13) às 6 da manhã já adaptado.

domingo, 31 de março de 2013

LAND DOWN UNDER

Travelling in a fried-out Kombi...

Galera, eh o seguinte... estou por aqui em algum lugar da AUSTRALIA!!! Quando der, mando noticias (com acentos) e digo o que rolou... ateh!

Abs!