quinta-feira, 10 de março de 2011

CHICK COREA and GARY BURTON live @ ROYCE HALL

05 de Março de 2001

Eu já falei repetidas vezes aqui neste blog que não sou e nem tenho pretensões de me tornar um crítico de arte. Até porque... que ser humano na face da Terra seria capaz de escrever alguma crítica sobre um gênio como Chick Corea??? E Gary Burton???

O que nós vimos no palco do Royce Hall da UCLA foram mais de duas horas de pura magia. Muito difícil descrever em palavras as sensações e percepções em cada "viagem" de cada standard. Com um entrosamento e precisão incríveis... sem um click sequer. Só Piano e vibrafone... "the crystal silence duets" estavam de volta. Além dos standards, não há como negar que não tenha chamado muito a atenção de nós as "refabricações" (nuossa... viajei, agora... acho que criei um neologismo) de "CHEGA DE SAUDADE" e "ELEANOR RIGBY". O que foi feito dessas duas músicas mais "pops" é difícil de dizer... só mesmo escutando ao vivo, da introdução às primeiras citações do tema, que depois recebe variações atrás de variações... a gente tem que apertar bem o cinto, senão não dá pra acompanhar o ritmo da viagem! A gente vai às alturas... Bom... nem sei mais o que dizer. Então melhor não falar mais nenhuma besteira...


...depois do show o Chick Corea ainda bateu um papo, de cima do palco, mesmo, com quem quisesse ficar um pouquinho mais. Claro que eu não poderia perder a oportunidade. Nem sabia direito o que dizer... apesar de ser grande fã das suas diferentes "eletrik bands" e ter estudado o Children´s Songs de cado a rabo, sua obra é TÃO extensa e TÃO abrangente que nem me considero um bom conhecedor. Me limitei a dizer que "sou um grande fã que vim do Brasil e adorei o espetáculo", e que "nunca me esqueci do primeiro show que eu assisti, em 1998, São Paulo, Teatro Alfa Real, só com a formação acústica", ao que ele respondeu "Oh, Yeah, the Origin...". Não me contive. Autógrafo e fotinho abaixo.


De lá voltamos felizes da vida pra Hollywood Boulevard, endereço do Albergue (muito bem localizado, por sinal) em que meus amigos mais recentes estavam hospedados. Ainda tomei boas cervejas com o Guto antes de voltar pra casa. No dia seguinte... iríamos à UNIVERSAL Studios.

Escrito no domingo, postado na quinta



 
NOTA: às 2 da manhã NÃO havia mais ônibus para a minha direção. Tendo imaginado que isso poderia acontecer, eu tinha calculado que, talvez, uma "maratona ciclística" em bom ritmo duraria por volta das 2 horas e pouco que, em outra ocasião, eu tinha levado para ir de Redondo Beach até Venice Beach. Afinal... eram só 3 avenidas... Crenshaw, Artesia, Hawthorne. Não poderia ser tãaaaaao longe.
First mistake: Não eram 3 avenidas. Eram 3 BOULEVARDS. Tome muito cuidado quando você se deparar com alguma "Boulevard" na sua vida... ela NÃO TEM FIM! Tudo bem... depois de mais ou menos uma hora e meia (e bem mais de 100 blocos... até perdi a conta) de Crenshaw (passando por 3 linhas de trem), desde as quebradas até entrar e sair de Inglewood... meia horinha de Artesia, meia horinha de Hawthorne, HOME SWEET HOME. DUAS horas e MEIA. Mas tudo bem... já havia feito maratona parecida. ÓTIMO teste de resistência e oportunidade de conhecer a cidade. QUEM NA VIDA PODE DIZER QUE JÁ FOI DE HOLLYWOOD ATÉ REDONDO BEACH DE BICICLETA? Eu posso! E de uma coisa eu tenho certeza... NÃO recomendo... rs

DOIS MESES DE LOS ANGELES (e a batalha pelos ingressos!)

SÁBADO, 05 DE MARÇO - DOIS MESES de Los Angeles!

Sinto muito, caríssimos leitores, mas antes de falar sobre o show, a pequena "batalha" pela conquista de três ingressos merece um pouco de atenção. Como eu havia dito ao final do último post, estávamos em frente ao Royce Halll - UCLA a exatamente DOIS MINUTOS do início do espetáculo, sem ingressos. Nossas opções eram:
1) Tentar comprar o ingresso mais barato, de US$ 43,00 ("sold out" no site da tickemaster;
2) Comprar o ingresso "category 2" de US$ 63,00;
3) Chutar o balde e comprar logo o mais caro, US$ 83,00;
4) Rezar pelo milagre de conseguir comprar pelo preço de estudante da UCLA - US$ 15,00.
Logo de cara duas pessoas desistentes ofereceram ingressos a US$ 35,00 e US$ 40,00. NADA MAL! Já sabíamos portanto que garantiríamos nossa presença! No entanto, como bom brasileiro que sou, resolvi adotar a tática de equipes de resgate...

"100% de esforço em 1% de chance" (ah... isso já me trouxe tantas alegrias...)

Sem cerimônia... eis meu diálogo com a moça do Box Office:
- Hi, lady... I´m not a student from UCLA, but I´m an international student... do you know if I can have the benefit of the discount?
- Well... let me see... can you show me your school ID?
- Yeah, sure...
- Mmmm... OK, so for you we have tickets for US$ 18,00 (aaaaaaahhhhhhhhhhhh)
- (contendo a alegria) OK, thanks! These are my friends... they both are international students, too
- OK, can I see their school IDs?
- Well, I´m so sorry, but actually not, they just have arrived at this weekend and the school didn´t issue it yet.
- Well, so I can sell only two discount tickets for you.
- Oh, lady... can´t it be three? Because they are also foreign students, just as me, look at them... they´ve their passports, we can show you.
- Mmmm... OK, fine. So choose your seats... it´s US$ 54,00 total.

GALEEEEEEEEEEERAAAAAAAAA!!! Eu nem acreditei!!! Deu certo! (e, de fato, a Emília é uma estudante internacional, oras... e o Augusto seria um dos nossos acompanhantes, como a moça mesmo falou) Conseguimos excelentes lugares na NONA fileira do teatro, e nada de US$ 90,00 como estávamos receosos (por esse preço provavelmente eu acabaria desistindo)... US$ 18,00!


Corremos para os nossos lugares e, graças a Deus, os menos de 10 minutinhos de atraso do show nos permitiram sentar confortavelmente e ainda tirar algumas fotos... o show estava para começar!

Escrito no domingo, postado na quinta

LACMA - Los Angeles County Museum of Art

Infelizmente, pro "azar" de vocês, esta visita para o LACMA não foi feita com a EF e, portanto, ao contrário da visita ao Getty Museum, NÃO contará com um "essay" completinho sobre ela, hehe. Não que eu seja preguiçoso, mas... o museu é mesmo MUITO grande e fica em meio à tal "Museum Square", um conjunto de outros tantos museus. E o projeto é do Renzo Piano, que dispensa comentários. É simplesmente impossível resumir tudo o que vi e ainda há por ver... mas vou me esforçar para ao menos deixar aqui algumas descrições e impressões sobre o lugar.

  


Vindo pela Wilshire Boulevard, entrei pelo parque passando logo de cara pelo Gorge C. Page Museum, em frente ao qual fica o Craft and Folk Art Museum do outro lado da rua. Mas o tempo era escasso eu não podia perder o foco. O LACMA é formado por 8 diferentes edifícios, e (acho que) quatro principais pavilhões (pelo menos foram os que eu visitei, hehe). Comprei o ticket (US$ 10,00 para estudantes com qualquer ID, US$ 15,00 entrada normal) e iniciei a visita pelo Ahmanson Building, um bloco destinado a pinturas e esculturas européias. Somente no primeiro andar já me chamaram a atenção quadros de Matisse, Kandinski, Miró, Mondriant, Pollock, Picasso... especialmente o Weepin Woman With Hankerchief, que foi uma espécie de "prévia" para o mais famoso de todos, Guernica (Museu de Reina Sofia, Madri).



A partir das 13h teve início o ciclo de "free tours" pelo museu. No primeiro, uma guia muito simpática chamada Rosa nos guiou pelos quadros de Rufino Tamayo pelo Pavilhão das Américas. Não tenho como não comentar minha surpresa quando, em conversa depois do tour, ela me perguntou em qual cidade brasileira eu morava... "Rio de Janeiro? Buenos Aires?". Respondi que era São Paulo e tive que, gentilmente, corrigi-la sobre a capital portenha... rs... QUE OS AMERICANOS COMITAM O MESMO EQUÍVOCO SE UM DIA QUISEREM BOMBARDEAR NOSSA CAPITAL COM UMA BOMBA NUCLEAR! hehe... brincadeirinha.

No segundo, "Vica Nemess" se concentrou na obra "Concert", de Georges Braque, para fazer uma análise completa e comentar sobre toda a carreira do pintor, uma espécie de "parceiro" de Picasso na criação do Cubismo. De lá, Maria Biessels nos guiou por um tour muito interessante no Pavilhão Japonês.


O quarto e último tour era interessante. A guia Michelle nos enrolou explicou sobre as tais obras de arte do Pavilhão destinado à "Arte Contemporânea". Me desculpem, mas nada me convence de que algo em torno de metade do que é exibido é puro "charlatanismo". Mas paro por aqui! Como já disse "n" vezes, NÃO sou crítico de arte e NEM me julgo capaz de fazer análises/comentários muito profundos sobre as obras de outros autores... anyway... alguém tente me ajudar a descobrir... por quantos milhões de dólares será que foi adquirida esta belíssima TELA EM BRANCO???

Hehe, brincadeiras à parte, a beleza estética minimalista de algumas obras atrai, e a "bizarrice" de outras também. Andy Warhol e Jeff Koons são os grandes destaques da sala. Uma das 32 Pinturas da série da "Campbell´s está exposta lá, assim como a estátua de cerâmica de Michael Jackson. Só que o momento mais legal neste pavilhão foi, claro, quando encontrei "my brother´s great friend" GUTO CARIOCA (que rapidamente já se tornou meu grande amigo, também... muito gente boa!) e sua colega de albergue Emília (baterista que veio estudar por mais de um ano no Musicians Institute de Hollywood, muito gente boa!). Na saída ainda passamos pelo maravilhoso Jardim de Rodin... completamente exterior, aberta a todos que transitam pela rua.

  

   
A Emília, assim como eu, também queria assitir ao show do Chick Corea (coincidência BIZARRA, principalmente pro Guto... conhecer no mesmo dia duas pessoas completamente desconexas que iriam ao concerto de um artista NADA conhecido pela massa brasileira) e, por isso, tivemos que deixar o Museu por volta das 6 da tarde... sem antes conferir a sala impressionista: Degas, Renoir, Cèzanne e mais CLAUDE MONET! Estou ficando mal acostumado...

Difícil foi chegar à UCLA. A porra do ônibus vermelho 720 passava por nós sem parar... só bem depois é que eu fui descobrir que o ponto dele era diferente, em outro lugar. Caminhamos então da Wilshire até a Fairfax para buscar alternativas, pois o tempo estava correndo e o show começaria às 20h. Ônibus 217 até Sunset Boulevard, Ônibus 2 até Le Conte x Westwood. Mais uns 10 minutos de caminhada... a tradicional escadaria... e, faltando exatamente DOIS minutos para o início do espetáculo, estávamos em frente ao Royce Hall. Sem alternativas para estacionar a bicicleta, acabei cometendo a "heresia" de passar o locker no corrimão de entrada da Library! Era lá, ou nada. Para comprar os ingressos... ah, essa estória fica para o próximo post!

Escrito domingo, postado quinta

terça-feira, 8 de março de 2011

Saint Rocke, UCLA e Santa Monica

Santo seja o Saint Rocke! Uma pena eu ter demorado tanto tempo para finalmente conhecer "The Best Live Entertainment at South Bay". Não tem comparação com o Mickie Finnz, muito menos com o Sharkeez! Público selecionado (não me refiro a "classe social", mas a grupos de pessoas com mesmos interesses), ambiente aconchegante (tem até uns puffs com lareira), "rústico-despojado", cardápio bom e acessível com opções vegetarianas e música DE PRIMEIRA! Ontem (quinta-feira) rolou "reggae night" (que, pelo que entendi, rola toda "thursday"), e até o instante em que fui embora, 4 artistas diferentes tinham passado pelo palco, 3 dos quais desde que eu havia chegado. Uma dupla (NEM UM POUCO sertaneja) fazendo uma apresentação acústica violões e voz, duas bandas de reggae muito boas: só música autoral com bastante receptividade do público! E, pelo que entendi, as apresentações são todas transmitidas em "streaming" pela internet, disponíveis também "on demand". CONFIRAM!
Lá encontrei meu colega de EF Shinichi e o Bo com seus amigos. De lá resolvemos fazer uma "blitz" pelas outras baladinhas próximas ao Pier de Hermosa Beach. Foi engraçado. Às 1:15h, 1:30h e 1:45h, fomos "expulsos" do "Sangria", de um outro bar cujo nome não lembro e do ""Cafe Bougaloo", respectivamente, aos gritos de "Party is over, come on, let´s go... away", com o som desligado, equipe de limpeza trabalhando e luzes acesas.

SEXTA-FEIRA

Após a aula com o Charles, voltei a assisitr a "lecture" depois de três semanas. Conduzida brilhantemente pelo Paul, seu tema foi "Os Primeiros Presidentes dos Estados Unidos", para entendermos a importância do tal "President´s Day", feriado de 3 semanas atrás. A única vez em que eu "estudei" a História dos Estados Unidos havia sido em 1999: somente UMA aula no Cursinho Pré-Vestibular Anglo. Podem me chamar do que quiserem, mas o pouco que aprendi na quase uma hora de palestra é simplesmente fascinante. Utilizando cenas do filme "John Adams" como "background", Paul nos mostrou como era a divisão política da Costa Oeste pouco antes da independência, e confesso que distribuição das 13 colônias em muito me lembrou o nosso sistema de capitanias hereditárias (exceto pelo formato). Mas como NÃO faz parte dos meus objetivos cometer gafes "históricas" (wuhu, pegaram o trocadilho? hehe), vou parar por aqui. Recomendo o filme já citado (que também pretendo assistir na íntegra) que nos dá uma boa idéia de como eram importantes personagens históricos que foram fundamentais para a criação dos Estados Unidos: George Washington, John Adams, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, com riqueza de detalhes em debates e discursos entre os líderes de cada Colônia e já alguns primeiros indícios de conflitos entre as colônias do Sul e do Norte.

Da EF eu fui diretamente pra UCLA! Motivo? Me informar mais profundamete sobre pré-requisitos para estudantes internacionais, conhecer a UCLA Store (na minha primeira visita não houve tempo suficiente) e tentar comprar ingresso pro show de amanhã (sábado): CHICK COREA e GARY BURTON no ROYCE HALL!
No prédio da UCLA Extension, descobri que o nível obtido no exame to TOFL exigido para estudantes internacionais varia de acordo com cada curso. Boas notícias: Para "Music Business", é de 79! Nada impossível, amigos... e também descobri que o curso pode ser feito no período mínimo de 1 ano, com opção de "internship" do último quarto de 20 horas semanais. Como algumas das aulas são dadas por executivos de gravadoras, parece que, a grosso modo, "podemos escolher" em qual das grandes estagiar! Sendo que, depois de 9 meses initerruptos matriculado no curso, o governo dos EUA nos da permissão para trabalhar UM ANO de forma remunerada no país. Hum... algo me diz que estou pensando em voltar a considerar certas possibilidades, rs... mas, mudando de assunto... de lá fui para o Royce Hall, mas a box office estava fechada. Venda de ingressos para o concerto de amanhã só pela internet... os de US$ 43,00 estão esgotados, há os de US$ 63,00 e US$ 83,00; mas um "flyer" diz que para estudantes da UCLA há o preço especial de US$ 15,00. Será que tento amanhã obter o mesmo desconto como "estudante internacional"? Vou pensar. Na saída, passei pela UCLA Store para dar uma olhada em alguns livros, e achei títulos muito interessantes:
- Music, Money And Success (Music, Money & Success: The Insider's Guide to Making Money in the Music Business) - Jeffrey Brabec
- All You Need to Know About the Music Business: Seventh Edition - Donald S. Passman
- Guy Laliberte: The Fabulous Story of the Creator of Cirque du Soleil - Ian Halperin

Tinha acabado de escurecer, então resolvi passar por Santa Monica antes de voltar pra casa. Lembra do meu post sobre Vegas, em que falei que "Quando somos crianças tudo parece  maior do que realmente é"? Pois bem... não dá pra esconder uma pequena decepção com Santa Monica. Assim como Vegas, havia estado lá em 1998 (e no fim de semana do UFC 126, também, mas somente para assistir a luta, sem grandes passeios). A impressão era outra... preciso até rever as fitas daquela viagem. Hoje eu achei o pier um pouco decadente, sei lá... com um parque de diversões ("Pacific Park") parecido com aqueles que a gente encontra esporadicamente na beira de estradas de praias como Bertioga, com uma Roda que de gigante não tem muita coisa, mini carrinhos bate-bate, uma pseudo-montanha russa que assusta mais pela "precariedade" do que pelos loopings observados, barquinhos vikings (o ingresso com acesso ilimitado a todas as atrações custa US$ 21,95). Até o único músico que lá tocava era extremamente... bão, DEIXA PRA LÁ! Quero voltar de dia para ver a interferência causada na paisagem de um desproporcional estacionamentozão de concreto que fica bem em frente ao mar. Mas CLARO que tirei uma foto ao lado da placa de "End of The Trail" da Route 66!


Quanto à Third Street Promenade... alto nível de lojas (e uma espécie de "Shopping Center no calçadão", com NIKE e NORDSTROM), bons músicos e artistas de rua, mas o movimento hoje com certeza foi menor do que o dia em que estivemos lá em 1998. E há algumas esculturas bizarras de dinossauros com "trepadeiras" (???????), que por sinal devem ser melhor cultivadas, otherwise... parecerão meio "Exterminadores do Futuro".


escrito no sábado, publicado de segunda para terça

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Schedule da EF...

...foi feita para não ser seguida. Já se tornou algo recorrente.
Lembram que ontem ia rolar Maratona Sex and the City??? Sei lá por que cargas d´água rolou mais uma sessão de "open mic" com um layout que mais lembra reunião dos AA (como o povo constatou no meu FB). 15 minutos depois e eu já estava me encaminhando para o "Casa Arigato", curtir o jantar de despedida do nosso grande amigo SHITAKE! (a grafia é outra, mas... sabe como é... licença poética...) A noite já começou a ficar animada logo de cara, quando fui recebido no restaurante por ninguém menos que A IRMÃ JAPONESA DE ELBA RAMALHO! Eu pedi pra ela dar uma canja de "Estou de Volta pro Meu Aconchego" mas ela disse que havia muitos afazeres no restaurante... ficou para uma próxima. Quanto ao cardápio... complicadinho, viu? Em TUDO, de alguma forma, ia peixe... o que me salvou foi esse tofuzim ae da foto, sobre o qual na verdade vão "raspas de peixe" (ou coisa que o valha), mas que, logicamente, pedi para tirar. Os sempre eloquentes discursos do nosso grande amigo GEORGE, sempre regados a muito sake, mantiveram a noite animada até irmos para o Mickie Finzz.



Foi uma pena o fato de ontem eu ainda estar recuperando minha garganta, tão danificada após as mudanças bizarras de clima em meio a maratonas do Oscar. Não pude brilhar no palco como das outras vezes... rs... mas um chileno meio maluco (e muito talentoso) chamado Christian resolveu cantar todas as músicas do Bon Jovi... e alcançando as high notes! Diversão garantida. Meu amigo Aziz (Arábia Saudita), a doida sueca Lovisa e sua patota trataram de manter a causação até altas horas. Pra variar, fechamos o bar. E a última música... um dueto do Christian com a Lovisa... "Dont´t Stop Believing", Journey... executada depois de uma eloquente "Bed Of Roses"!


Hoje, quinta-feira... dia de neblina! Vejam só abaixo a vista (praticamente mesma posição da foto de terça-feira) da varanda da EF em direção ao mar. Em 20 minutos vai terminar a sessão semanal de Merengue e eu terei que ir embora. Por isso estou correndo pra postar isso aqui e, mais uma vez, no translation available. Mais tarde, acho que vai rolar baladinha no Saint Rocke (como toda quinta-feira), onde eu ainda NÃO fui desde que eu cheguei. Depois conto como foi! Inté!

quarta-feira, 2 de março de 2011

As 7 Mais de Fevereiro...

...mesmo com mp3Player na orelha e tudo o mais, é inevitável fugir da setlist das FMs...
então, lá vai a lista das 7 músicas mais pentelhas que mais tocaram em Fevereiro aqui pela South Bay:

Katy Perry - Teenage Dream

Cee Lo Green - Fuck You

P!nk - Raise Your Glass (ainda não consigo entender direito as ambiguidades da letra da música, mas me parece que os ouvintes das FMs menos ainda! rs... GO VEG!!!)

Bruno Mars - Grenade

Rihanna - Only Girl (In The World)

Usher - More

Bruno Mars - Just The Way You Are (tão "bonitinha"... hehehe)


E é isso! Quarta-feira divertida, vimos vídeos de um programa chamado "Operation Repo", ou coisa do tipo, sobre uma empresa contratada por bancos para guinchar carros que não foram quitados pelos proprietários... que, obviamente, ficam uma FERA! Hoje também descobri que a Bélgica tem 3 idiomas oficiais... "flemish, dutch, french". Dando um tempo aqui no lounge à espera da tal "Maratona Sex ant the City", vão rolar os dois filmes na sequência... abs!

Above, another post of the "February TOP 7 songs". Today´s class was funny, we watched "Operation Repo" videos... strange situations, angry people! Today I also found out that Belgium has 3 different official languages: flemish, dutch and french. Now I´m spending time here in the lounge, waiting for "Sex and the City Movies Marathon", that will begin in thirty minutes... bye!

Terça-Feira...

...ensolarada e com aulas só à tarde, afinal, como eu já havia dito, de terça e quinta não tenho mais a tal "American Workplace Preparation". Dediquei a manhã toda para lavar, secar, passar e arrumar todas as minhas roupas, e depois do almoço demos início à "Unit 2" do Advanced... cujo tema é... é... ARCHITECTURE! Que beleza... hehehe. Dia normal, clima gostoso (veja foto abaixo, da varanda do prédio da escola), então vou falar um pouco sobre o que rolou ontem, depois de escrever o texto sobre a invasão nipônica.


Após a aula de segunda-feira, indo pra casa um pouco mais cedo, acabei decidindo então prolongar o caminho pela Hawthorne e visitar finalmente a "Sam Ash". E não é que a loja é mesmo grande e completa??? Tem de tudo, não só guitarras... mas muitos instrumentos de sopro (sax, trompete...), violinos, baterias acústicas e eletrônicas (com grande diversidade de pratos, aliás... boas notícias pro Fininho!), teclados de todos os tipos (destaque para o Microkorg, US$ 399,99, e o Roland Lucina, US$ 599,99), in-ears de US$ 36,00 a US$ 250,00, aparelhagens completas para DJs, etc... e o que mais me surpreendeu... UMA OSQUESTRA DE JAZZ! Isso mesmo, veja só... rolou música AO VIVO! Que sorte que dei... fiquei observando os instrumentos ao som da "Peninsulan´s Jazz Orchestra", que, além de temas instrumentais, tocou também clássicos como "Fever" e "Route 66". Com a minha Sony W370 em mãos, acabei filmando um ou outro som em HD e postarei futuramente no youtube!


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Invasão Nipônica

É, galera... fevereiro acabou e as despedidas estão cada vez mais frequentes. Brazucaiada indo embora... Primeito Tati, depois Débora e Felipe, Gustavo, Sidney, Nathy e Marina... e gringaiada também: meus roomates Julian e Mori, os russos Vladimir e Alexey, Tsuyoshi, as chilenas Christie e Alejandra... é triste, pois são novas amizades que se tornam intensas rapidamente em função da nossa situação de intercambista, e de repente... a gente se dá conta de que muito provavelmente nunca mais vai ver na vida!...

...e se de um lado os amigos se vão, de outro muitos franceses estão voltando pra Europa e, talvez por questões de calendário letivo ou algum outro motivo desconhecido... sendo substituídos por LEGIÕES de japoneses! Se antes era irritante escutar predominantemente o idioma francês sendo falado pela escola toda, agora... é o idioma japonês que está "dominando as paradas"!

Hoje, segunda-feira, foi a primeira aula da maioria deles... quem sabe o começo para que rapidamente consigam falar inglês... SAYONARA!

(pra deixar bem claro, não há NADA de racista nesse post, que é apenas uma constatação sobre a inexplicável crença de grande parte dos estudantes japoneses de que eles aprenderão bem o inglês andando só nas suas próprias panelinhas e falando japonês o dia inteiro)

escrito na escola, postado em casa

And The Oscar Goes To...

…é isso. O mais perto do Oscar que eu conseguiria um dia chegar...


Com a Hollywood Boulevard devidamente interditada e uma grade interminável separando a chegada dos carros das Limousines da muvuca, tentei ver, fotografar e filmar o famoso “red carpet”. Mas acho que preciso ler um pouco mais a revista “Caras”... eu simplesmente não soube reconhecer nenhum dos poucos famosos que davam acenadinhas para o público ao invés de simplesmente entrar no Kodak Theater, como a maioria fez.

Resolvi iniciar a campanha "ADOTE UMA FAMOSA"... alguém sabe quem é essa da foto?
A moça chegou acenando e sendo aplaudida, mas não faço idéia de quem seja!

Mas valeu a pena! Entre todas as diversões envolvidas neste domingo que, assim como o sábado, contrariou as previsões meteorológicas, destaco o bom tratamento da polícia de L.A., a revelação da identidade secreta do THE FLASH, a companhia dos meus queridos colegas de EF Joel, Juha e Alejandra, e um desfile de beldades (famosas ou não, desconhecidas para mim) intermináveis que saíam de Limousines pretas e brancas. Dei alguns vários zooms em algumas delas, mas terei que ler muitos “blogs especializados” para tentar identificar alguma e, depois, postar aqui as imagens triadas!



Legal também foi visitar, no fim de tarde, a convite da minha amiga chilena, Alejandra, uma típica fraternidade universitária. Concluído seu curso na EF, ela resolveu passar uma semana em LA Downtown morando com uma amiga e mais DEZ companheiras de fraternidade nas proximidades da USC (University of Southern California). Conheci a casa, e lhes digo... é IGUALZINHA aos filmes, com muitas outras fraternidades vizinhas na mesma rua, só que beeeeeem arrumadinha (não estou sendo irônico). Jantamos um delicioso “Fusilli Tricolor” e, curiosamente, o caminho de volta passava novamente pela Hollywood Boulevard onde, às 9 da noite, decidi de novo tentar ver alguma coisa, talvez na saída das “celebridades”... e assim terminou meu grande dia de tietagem!


Os principais prêmios, no fim das contas, foram:
Melhor Filme - "O Discurso do Rei"
Melhor Diretor – Tom Hooper por "O Discurso do Rei"
Melhor Ator – Colin Firth por "O Discurso do Rei"
Melhor Atriz – Natalie Portman por "Cisne Negro"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ROCK OF AGES @ HOLLYWOOD

O sábado amanhaceu ensolarado, contrariando todas as previsões meteorológicas. Todo animado para assistir a mais um musical no Pantages Theater, "Rock of Ages" (conforme já postado em algum lugar aqui no blog), resolvi então tentar um caminho diferente até a Hollywood Boulevard. Caminhei até a Hawthorne, peguei o ônibus 344, passei para o 210, e... não é que ele vai direto pra lá? A parte mais legal do trajeto é pela "Rossmore Ave", repleeeeta de casarões (a la Jardim América) com uma estranha particularidade: QUASE TODOS sem muros ou grades! Quando eu tiver mais tempo, farei esta parte do trajeto andando e postarei para vocês algumas fotos. Enfim... quando a própria Rossmore cruza com a Melrose Ave ela muda de nome e se transforma na famosa "Vine Street". No mesmo cruzamento eu desci do ônibus para passar pelo Paramount Pictures, que é o único grade estúdio que DE FATO fica em Hollywood. As visitas são pagas mas devidamente guiadas, só que acontecem somente de segunda a sexta. "Atrás" do Paramount fica o "Hollywood Forever Cemetery", no qual algumas celebridades estão enterradas. Sem tempo por enquanto, decidi adiar minha visita, mas claro que tirei fotos da entrada. Pelo caminho, ainda passei pela "Amoeba Music" (clássica loja de CDs e DVDs de todo o tipo de música, novos e usados), "Pacific´s Cinerama Theatre", "Los Angeles Film School" e duas estrelinhas PRA LÁ de revolucionárias! E ainda presenciei a "construção" de uma nova!



Mas a postagem é mesmo sobre o grande musical "Rock of Ages", não é mesmo? Péra lá... NÃO SOU crítico de arte ou coisa alguma, então FIQUEM TRANQUILOS pois NÃO me estenderei TANTO quanto nos meus relatos sobre os espetáculos do Cirque du Soleil! Basicamente a peça gira em torno do jovem Drew, que sonha em ser um astro do rock, e Sherry, que sai da casa dos pais tentando realizar o sonho de se tornar atriz. Se eu contar mais, perde a graça... rs... mas, em linhas gerais, o musical fala sobre batalharmos pelo nosso sonho... não basta somente sonhar, desejar alguma coisa, mas temos que ir atrás e fazer acontecer. A trilha sonora é repleta de clássicos do rock oitentista e pra lá de inspiradora! Executada por uma banda excelente (bateria, baixo, duas guitarras, teclado e vocalistas que se alternam entre os atores), o que mais me chamou atenção nela foram os hits "More Than Words", do Extreme, "Wanted Dead or Alive", do Bon Jovi, "Here I Go Again", do Whitesnake e, claro... a música que FECHA o espetáculo de forma muito emocionante: "Don´t Stop Believing", do Journey. Os momentos emocionantes intercalam com momentos muito engraçados... no geral a abordagem toda é irreverente, em muito graças ao personagem "Lonny", que vive "quebrando o clima" e levando o público às gargalhadas. MUITO legal... recomendo o espetáculo, especialmente se você aprecia a trilha sonora. Na saída, ainda garanti meu ingresso pra estréia de "Disney´s Beauty and the Beast", quarta-feira, 9 de março.


O Pantages Theater fica em frente à Estação "Hollywood/Vine", UMA antes da "Hollywood/Highland", ao lado do Kodak Theatre. CLARO que não perdi a oportunidade para tentar acompanhar os preparativos para a festa do Oscar. E não é que eu consegui??? Dava pra transitar por algumas partes do Kodak Theater, e pude tirar algumas fotinhos interessantes... pela Boulevard também pudemos ver, entre brechas nas grades, as arrumaçãoes para o RED Carpet! Cá estou eu, agora, tomando o café da manhã dominical e, em minutos iniciarei minha marcha pela estatueta! Vamos ver quanto vai ser o mais próximo que conseguirei chegar dela! Escreverei de lá para o Facebook... me sigam!