segunda-feira, 4 de junho de 2012

Goodbye Uruguay

O tempo passou voando e, quando percebemos, já era 29 de Maio, dia do nosso voo de volta... que, por sinal, era somente de noite. Por isso, também foi o primeiro dia de semana (o city tour foi no sábado) que poderíamos dedicar inteiramente a Montevideo, o que dividiu um pouco a galera: checkout feito, eu fui atrás do tal do Museo de Arte Precolombino e Indígena e demais locais interessantes da Ciudad Vieja, e os demais foram se esbaldar no tão falado comércio da Avenida 18 de Julho.


O MAPI é interessante mas um pouco pequeno. Tem diversos artefatos da época chamada "pré-colombiana", sendo que o que mais me chamou a atenção foi mesmo um exemplar (1) do que eles chamam de "ornitolitos" (para rituais de morte, ou coisa que o valha), que me remeteu ao The Wall. Entretanto, o que mais me chamou a atenção - além da porta aberta no último andar para cômodos em processo de restauração (2), com materiais arqueológicos "expostos" em bandejas e baldes (3) - foi mesmo a sala da Exposição "Zoológicos Humanos" (4), que traz fotos de índios nativos que foram levados a Paris para serem "atração" na Paris no século 19. Além dos posters, há uma projeção de uns 5 minutos com uma atriz caracterizada narrando esta anomalia ética.






Por fim, caminhei um pouco pelo centrinho e depois pela 18 de Julho até a tal da Intendencia de Montevideo (1). Pelo caminho, fotos de prédios e pequenas entradas a algumas lojas. Olha... o tal do "Centro Comercial" de Montevideo (e, por quê não, Uruguay?) é bem fraquinho. Roupas caras, assim como CDs/DVDs, livros, camisetas de futebol (essas beirando os US$ 100). NÃO recomendo grandes "comprinhas" por lá. Enfim... sem tempo suficiente para desbravar mais a cidade, fui me juntar a todos no Teatro Solis, onde faríamos nosso almoço de despedida (15hs) antes que seu restaurante fechasse (16hs). O tal do Rara Avis (2, 3) é mesmo chique e aconchegante. No meu caso, me deliciei com um risotto de funghi que é uma das poucas opções vegetarianas.





De lá fizemos um pouco de hora até seguir pro Aeroporto... fim da trilha. Back to Brazil. Again.

Colonia de Sacramento

Sabe-se lá por qual motivo a operadora da qual contratamos o city tour e o bate-volta de Punta só faz o passeio de Sacramento às terças, quintas e sábados. Então nos restou fazermos "na raça", mesmo (EBA!), no melhor estilo mochileiro (haha, até que é simples, mas em família fica mais legal!)... nos dirigimos à rodoviária - Terminal Tres Cruces - e compramos a passagem cerca de 15 minutos antes da próxima partida. Aproximadamente 2 hs de viagem, com wifi no ônibus!


Suas ruas com edifícios históricos são mesmo bonitas. E claro que, depois de já ter subido a Torre Eiffell pela escada, assim como a Sagrada Família e a Catedral de Colônia, tirei de letra o Farol de Sacramento... foi rapidinho e não deu nem pra suar! hehe... dizem que de lá de cima, com o céu limpo, é possível ver parte da skyline de Buenos Aires. Não foi dessa vez. Mas deu pra admirar a cidade toda de forma privilegiada!








Algumas poucas horinhas são suficientes para se conhecer tudo e ainda curtir um pouco as lojinhas de artesanato. Alfajores compradas (não tínhamos pressão nenhuma de horário, como em Punta), assim como tantas outras quinquilharias e minha garrafa de grappa+mel, e já voltávamos para a rodoviária... sim, dizem que Sacramento tem muita História a ser contada... mas na boa... nos restringimos a percorrer a cidade e admirar a beleza dos seus edifícios, mesmo... hehe



Por volta de umas 8 da noite, já pegávamos o táxi do Terminal para Punta Carretas, de novo. Mas desta vez queríamos experimentar o tal do "La Perdiz" (ao lado), muito bem recomendado. Fila de 40 minutos... nos restou ir para a outra sugestão, "Lo Viejo y El Mar", sem fila mas tão interessante quanto... com o atrativo a mais de ser na praia, "de frente pro mar" (pouts, a gente até se esquece mesmo de que aquilo é um RIO!). Dica: busquem SEMPRE nesses postos turísticos folderzinhos de restaurantes e afins... a chance de eles serem trocados por brindes EXISTE, e neste caso nos rendeu rodada completa de "Medio & Medio" para todos! Pra fechar o último jantar em Montevideo... PARRILLADA! De vegetais, hehe... quem foi que disse que vegetariano não pode desfrutar também da tradição uruguaia?




Punta del Este

Deixamos para o domingo, 27, o bate-volta para Punta del Este. A distância até que é curta, menos de 150km, no entanto a viagem foi relativamente longa devido a duas pequenas paradas... a primeira em Piriápolis, de cujo mirante se tem a bela vista abaixo (1), e a segunda no museu de "Casapueblo" (2), antes de chegarmos a Punta já para o almoço.


O truque de a operadora parar um ônibus cheio de turistas esfomeados estrategicamente em frente a um restaurante "escolhido a dedo" (ui) já é velho. Não caio mais. Enquanto o povo processava comida em seus tubos digestivos, saí para fotografar a região do porto/cais/pier/marina/oucoisaqueovalha. Seus arredores também são repletos de casas/prédios interessantes e com a orla do Rio da Prata bem movimentada no calçadão.







Uma pequena decepção do passeio foi, depois de mais de uma hora destinada ao almoço, reservarem menos de 2 horas para conhecer o centro de Punta com suas praias. De qqer forma deu para visitarmos o Monumento ao Afogado, caminhar pelas ruas e visitar o Conrad. Me considerem arrogante se quiserem... mas na boa, não tem muita graça depois que conhecemos Las Vegas. Achei mais legal o ring promocional da luta do Popó, mesmo... e ficarei devendo fotos do interior do cassino, já que, ao contrário de Vegas (até nisso eles perdem), a proibição de fotografias é mesmo bastante rígida!






Na volta pedimos para nos deixarem no Punta Carretas, onde encontramos uma boutiquezinha de eletrônicos em que pudemos ver uma reprise das últimas voltas da vitória de Mark Webber no GP de Mônaco (sacramentando a temporada 2012 como a mais disputada da História da F1). E parece que o povo uruguaio curte mesmo é ir às compras no domingo. Muito mais cheio do que o dia anterior... parecia um "carnashopping". Depois de fazermos hora acabamos fechando a noite com um belo jantar na "La Casa Violeta", Pocitos, coincidentemente bem pertinho do bar em que eu havia assistido o UFC... hehe, "Jo Soy Mochilero"... acertei na mosca!

City Tour - Montevideo


"Sáaaaaabado de Sol... aluguei um caminhão..."
Não não, ao contrário dos Mamonas, fizemos o city tour numa van, mesmo... coisas da operadora. Anyway... foi legal, saímos cedo do hotel e começamos lá pelos arredores, Ciudad Vieja... estávamos hospedados a poucas quadras da Plaza de Independencia (1), onde ficam diversos edifício ilustres, como o Teatro Solis e o edifício da Presidência (2), nossa primeira parada.



De lá seguimos o trajeto em meio à Ciudad Vieja, com muitos edifícios em mal estado de conservação, e outros bairros e localidades, como o Prado (1), o Estádio Centenário em frente ao Parque Battle (2), e a Plaza de la Armada (3).




Também já tínhamos passado pelo bairro Carrasco que, segundo a guia, é o mais nobre da cidade, com muitas residências de alto padrão. Imediatamente quis compará-lo a Vila Nova Conceição ou Jardins... mas são diferentes por várias razões. Por um lado, menos suntuosidade, por outro, poucos portões/muros, densidade mais baixa e nenhuma verticalização. Enfim... terminamos o passeio matinal desembarcando no Shop. Punta Carretas, de onde parti para caminhar na orla de Pocitos (1, 2, 3) enquanto o resto da patota se esbaldava nas lojinhas. E me lembrou um pouco a Zona Sul do Rio de Janeiro, relativamente densa com edifícios geminados e calçadão para pedestres e ciclistas. Tão movimentada quanto agradável num sábado de sol. De lá nos encontramos e fomos almoçar no Mercadão Municipal (4, 5) deles, o "Mercado del Puerto" (ao lado do qual fica o Museo del Carnaval), onde experimentamos o tal "Medio & Medio" (aprovado) e voltamos para o hotel.





PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE MONTEVIDEO

Tenho que ser sincero e dizer que nem todas as impressões foram muito boas sobre a cidade após o city tour. Com alguns edifícios de ar quase palaciano, teria tudo para merecer o tal rótulo de "Suíça da América", no entanto, é claríssimo o problema da falta de conservação. Infelizmente algumas das regiões da cidade por que passamos me transmitiram um pouco uma imagem de decadência, embora a orla de Pocitos fosse muito bonita e agradável. Outro aspecto interessante era o fato de muitas residências (algumas até aparentemente de "alto padrão") não terem portões ou muros, e alguns prédios não terem portarias. Mas de noite eu ainda iniciaria minha caça a um bar com transmissão do UFC!

UFC 146 E NOVAS IMPRESSÕES

Enquanto o povo resolveu bodiar a fim de  renovas as energias para o bate-volta do dia seguinte a Punta del Este, me imbuí do espírito de mochileiro e decidi explorar a cidade na raça, mesmo, e fui descobrir como chegar de ônibus a Pocitos. Moleza, bus 121 na paralela à 18 de Julho. O fato de ver alguns passando sem cobrador e com aquele "tap machine" me fizeram comprar uma bebida qualquer baratinha no Ta-ta (rede de supermercados que parece dominar a cidade) para ter o troco exato da passagem, 19 pesos. Ao subir no ônibus, vi que não era necessário... ao contrário de Los Angeles, o motorista carrega troco e se desdobra nas funções com plena destreza... conduz o veículo, calcula o troco e dá as moedas com precisão.
Desembarquei próximo à "junção" das Ramblas (termo utilizado para "avenida beira-mar" ou coisa q o valha) "Republica del Peru" x "Mahatma Gandhi", por onde havia caminhado de dia. Resolvi me dirigir então ao sentido oposto, onde avistava as tais "torres do WTC" de Montevideo (1). Meu instinto de mochileiro me apontava este caminho na esperança de encontrar alguma vida noturna, algum recanto boêmio, e foi NA MOSCA! Na sorte, mesmo, depois de passar pelo WTC acabei caindo na seguinte esquina (anotem): Jose A. Iturriaga x Luis A. de Herrera. Ao que tudo indica, LÁ É O PICO! hehe... uns vários barzinhos lado a lado, com especial destaque ao 21 e ao Burlesque (2), este último o escolhido! Além da atmosfera de PUB, UM TELÃO TRANSMITINDO O UFC "EN VIVO" (3)! Via FOX Sports. 



Cheguei a tempo de pegar o card principal, especialmente composto por lutas somente de pesos pesado. Os rápidos KOs de Miocic, Roy Nelson e Cain Velásquez ainda permitiram a reprise de lutas preliminares como a infeliz primeira derrota do Edson Barboza ainda que transmitissem a maravilhosa vitória do CIGANO! Brindei um delicioso Mojito para celebrar... 140 pesos (aproximadamente R$ 15,00), assim como quase todos os drinks, enquanto chopp/cerveja rondava os 95 pesos (aproximadamente R$ 10,00). De lá voltei felizão pro hotel... como?? "JO SOY MOCHILERO". Nade de táxis! Não que eu seja contra, mas é bom evitá-los quando se quer explorar de verdade uma cidade e seu cotidiano. CONTRARIEI o conselho do mané da portaria do hotel desde que eu havia saído... fui de busão, já de olho no sentido oposto para descobrir as linhas de regresso... 116. De longe avistei que havia pessoas no ponto, então... acabei descobrindo que ônibus em Montevideo são 24 horas! Que beleza... e a segurança? Bem, como havia 5 mulheres e mais ninguém no ponto... deduzi que era seguro. E de fato... minha impressão sobre a cidade começou a mudar bastante ao longo do caminho de volta. Era quase 2 da manhã e havia gente caminhando calmamente pela orla, gente sentada olhando o rio, casais namorando (no bom sentido, caaalma) tranquilamente, pessoas de diferentes sexos/idades nos pontos de ônibus, pessoas passeando com seus cachorrinhos de estimação, pessoas, jovens ou velhas, sentadas em bancos de praça, conversando tranquilamente, no meio da madrugada em lugares movimentados ou desertos. Alguns costumes me chamaram a atenção... o fato de uruguaios homens se beijarem no rosto ao se cumprimentarem, ou amigos fazerem companhia um ao outro para esperar o ônibus em que somente um embarca. A imagem embassada de "decadência" que eu havia mencionado acabava de se dissipar. É uma lição, oras... o que seria uma cidade "decadente"? O que importa é a relação das pessoas, entre as pessoas, e delas com a cidade. O que vi em Montevideo foi um conjunto de pessoas que desfruta e vivencia a cidade, caminha por ela livremente, na hora que for (claro que deve haver um ou outro lugar um pouco mais perigoso), nas ruas, praças... pessoas que aparentemente podem morar em residência sem avalanches de portões, muros agressivos,  concertinas. Mobilidade... pouca dependência do automóvel, acesso fácil aos locais com transporte público, inexistência de cobradores nos ônibus (embora houvesse em todos a tal da poltroninha na transversal, talvez uma recente mudança). Isso não tem preço! O que é melhor? A opulência de casas belas escondidas por trás de muros e carros importados que não se pode dirigir calmamente, num território hostil de metros quadrados supervalorizados... ou a simplicidade de uma cidade em cujos espaços públicos se pode caminhar e desfrutar sem paranóia, estabelecendo relações sadias e humanas entre seus cidadãos?

4 Days in Uruguay

Pois é, queridos leitores, conforme mencionado rapidamente num post da semana passada, em função dos aniversários do mês de maio, resolvemos dar uma passadinha breve no Uruguay. Mais ou menos o seguinte... em todo dia primeiro de Maio aproveitamos o feriado do dia do trabalho para aproveitar o aniversário do meu pai (chique, já nasceu em dia comemorativo). Acontece que nos dias 25 e 29, respectivamente, as aniversariantes são minha maninha e minha mãe... ou seja... para solucionar esta "injustiça histórica", neste ano de 2012, resolvemos criar um feriado "out of nothing" também para elas! De sexta a terça, iríamos para Montevideo. Foi esse o plano, e DEU CERTO! Agora inicio a série de posts sobre a viagem, que será contada "tim tim por tim tim".

DIA 25 E O AEROPORTO

As novidades já se iniciaram logo antes de embarcarmos. Com essa onda do surgimento de novas alternativas para deixar o carro em estacionamentos externos ao GRU com traslados "gratuitos", fizemos uma pesquisa e decidimos experimentar. No fim das contas, depois de cotar 3 ou 4 diferentes opções, escolhemos o tal do "Rede Park". Vale muito a pena. Ao longo destes anos, quando não era possível contar com ajuda de caronas de parentes/amigos, chegamos a contratar vans ou mesmo táxis com descontos. Agora... ao menos para viagens de curta duração, compensa estacionar o carro nas proximidades do aeroporto. 4 diárias e mais algumas horas saem MENOS de R$ 100,00. A cotação que fizemos segue abaixo e fica a dica!

.Diária: R$ 50,50 / 17h a 24h: R$ 50,50
.4 diárias + 17h: R$ 202 + R$ 50,50 = R$ 252,50

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.Diária: R$ 19,92 / Hora adicional: R$ 0,83
.4 diárias + 17h: R$ 79,68 + R$ 14,11 = R$ 93,79

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.Diária: R$ 25,92 / Hora adicional: 1,08
.4 diárias + 17h: R$ 122,04 (tarifa local) / R$ 117,52 (tarifa online)


Antes de desembarcar em Montevideo, devo deixar mais alguns pequenos comentários. Primeiro, sobre o trajeto do estacionamento ao GRU... passamos pela rodoviária de Guarulhos que, de longe, parecia ser um edifício interessante em construção... mas NÃO! O fato de estar SEM A COBERTURA não era sinal de proximidade da conclusão das obras... mas sim o motivo de seu mais novo apelido pós-inauguração: "E o Vento Levou". rs... não preciso explicar, OK? Enfim... o vôo foi Pluna (opção muito mais barata de looonge!), direto, com assentos de ônibus convencional e duração de duas horas e meia. Mas o curioso foi que, em substituição aos tradicionais bebês chorões, voaram conosco barulhentos torcedores IGNORANTES, digo, digo... ARGENTINOS (digitei errado a ordem das letras, kkkkk), do Velez Sarsfield (chuuuupa... dá-lhe Santos). Galera fanática e até tatuada! Mas sobrevivemos à algazarra e desembarcamos pouco depois no bonito MVD. Das opções de transporte para o Hotel (localizado na "Cidade Velha"), a mais vantajosa foi uma perua lotação van que vai sendo "preenchida" por R$ 20 / US$ 20 / 200 pesos por cabeça e deixando as pessoas ao longo do caminho em diferentes pontos.




Chegamos ainda de dia, o que deu tempo de nos acomodar com calma no hotel e nos arrumar para o niver da minha maninha, que foi no alto do 25o. andar do Radisson, que conta ainda com o cassino Victoria Plaza no mesmo edifício e fica do outro lado da rua em relação ao nosso Holliday Inn. O restaurante lá no alto se chama "Arcadia" e é tão chique quanto saborosos os seus pratos. O vegetariano aqui se deliciou com o Linguini da foto abaixo enquanto apreciava a bela vista noturna da região portuária da "Cidade Velha". O cassino, por sua vez, é bem fraquinho mais simples até do que os menores que visitei em Las Vegas, com um só bar, poucas mesas de apostas, sem salas especiais ou de apostas esportivas e mais "focado" em Slot Machines, mesmo.





Para finalizar o dia, como o hotel é bem localizado e ainda não era tarde, caminhamos ao longo da Avenida 18 de Julho, espécie de "eixo comercial" de Montevideo. Apesar de todas as lojas já estarem fechadas, a presença de bares, restaurantes, cervejarias e afins ao longo dela mantinham o movimento de pedestres. A descoberta mais curiosa foi a tal da "Plaza de Caganha", com seu nome de significado suspeito. E fomos descansar para o city tour que seria realizado no dia seguinte, sábado.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Wagner Moura e Legião Urbana


Nossa, nossa...
...vai explicar pra essa geraçãozinha sem memória que um dia os hits já tiveram (muito) mais do que 140 caracteres, e era possível decorar a letra! De mais de 140 versos que não se repetem de um clássico sem refrão, cantado 25 anos depois em alto e bom som, em uníssono, em catarse!

Digressão necessária após assistir ao vivo, pela TV, mesmo, agorinha... depois volto pra contar sobre a viagem...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

On the road again

Tô indo viajar, galera... em pleno niver da maninha, de saída, já... depois eu explico!

Pra vocês deixo uma foto da semana passada, macarronada do Alessandro num encontro EF que rolou no apê da minha mais nova amiga Michele... Intercâmbio Ítalo-Brasileiro!

Inté!


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bye old brother, Welcome new friend

Domingo, 13 de Maio, Dia das Mães.
Embarcou meu querido irmão e a vida, aparentemente, voltará à "normalidade" a partir de amanhã, após uma "maratona social" que me afastou deste blog. Ou talvez meu caríssimo amigo recém-chegado da Itália não deixe a nada boa e velha rotina voltar.

Do último post pra cá tem sido uma correria intensa. Meu irmão mal chegou da Austrália e no fds seguinte já partimos pro feriadão em Barra do Una. Sábado nublado mas proveitoso com pouca chuva, domingo encharcado. Devido ao mau tempo muita gente voltou pra Sampa na própria segunda, mas felizmente Quico (juntamente com sua caravana sempre numerosa, hehe) e Alê fizeram as honras e pudemos comemorar em grande estilo o niver do grande "Martina", ainda que com um dia de antecedência... o que foi bom, pois permitiu uma comemoração dupla com almoço (América, belo buffet, muitas opções vegetarianas) dos 5 reunidos no próprio 01 de Maio.


E então na sexta-feira que se seguiu, 04 de Maio, mais uma grande novidade... finalmente reencontrei meu amigo italiano "EFr" Alessandro, que havia se chegado (com intenção de se mudar permanentemente) ao Brasil desde o Domingo.29. O levei para conhecer a USP e ver como funciona para alunos estrangeiros estudarem... há muitas possibilidades! Tanto é que o assunto até merece post próprio - mais um seguindo a linha "utilidade pública" - para servir de orientações para leitores e conhecidos. Depois de passar em salas de diversas unidades, reitoria, pró-reitoria, CEPE e o cacete a quatro finalmente o levei para conhecer a FAU. Dia de Happy-Hour dos "Dinossauros" (turma 55, 2 anos mais nova q a minha, haha). O cara adorou a long neck de 1 litro da SKOL e por lá ficamos... até algo como 2 ou 3 da manhã... "what happens in Sampa"... hahaha... me limito a postar a foto abaixo, de uma das mais disputadas partidas de BEER PONG da História da FAU!... e dizer que foi uma noite muito, mas muito divertida e inesquecível!

Sábado - 05 de Maio - Churras dos filhos do Jardim Hípico!

Enquanto meus pais e maninha representavam honrosamente a família no (muito prestigiado, por sinal) casório da nossa prima no interior... me coube a "árdua" tarefa de ajudar meu mano a organizar o churras de reencontro da velha guarda aqui do AMJH. Foi o grande dia de sua "Turnê Brasileira" para reunir uma galera mesmo das antigas... relembrar velhas estórias (algumas q um ou outro até se esforça pra se esquecer, hehe)... da hora do almoço até "late night". 


Era dia de virada cultural... mas acabei não me empolgando muito em passar a madrugada perambulando pelo centro e me rendi ao pokerzinho excelente no Sergiola para fechar o dia!

11 DE MAIO - A FESTA!

Acho que não comentei lá em cima... mas a real motivação de a viagem do meu irmão ter sido realizada em Abril/Maio ao invés de Dezembro/Janeiro foi o casamento da irmã de sua namorada. Assim os dois puderam vir matar as saudades da família/amigos e ainda poder prestigiar a noite especial... aliás, especialíssima! Gostaria de poder falar mais sobre algo privado neste espaço 101% público... afinal de contas, fazia tempo que eu não me divertia tanto numa festa de casamento (como convidado, que é beeeeem diferente de quanto tocava com a Grinaldos, hehe). Vou me limitar a deixar uma pequena fotinho abaixo (Yeah... Jockey Club...) e desejar aos queridos noivos toda a felicidade do mundo! Foi mesmo uma festa linda e que ajudou a fecharmos com chave de ouro o ápice deste reencontro da família.


PS: No mesmo dia, mais cedo, havia ido bancar uma de "translator" para meu amigo italiano... Rua Martins Fontes, 109, 7o. Andar... toda a informação para "workvisa" de estrangeiros em São Paulo pode ser obtida lá. Eu até passaria passo a passo por aqui mas fica pra outro post de "utilidade pública", hehe... anyway, fica a dica!
PS2: Um dia antes, então, na quinta, foi uma cerveja épica na Vila Madalena cuja saideira foi a maior já vista "antes na história deste país". Infelizmente vou ficar devendo, hehe

12 de Maio - Sábado

Um pouco na "ressaca" (no bom sentido) da festa de arromba da noite anterior, o sábado foi dedicado a curtir um pouco o último dia de família 100% reunida. De tarde ainda escapei um pouco pra tal da "Fight Pavilion - Nutrition Fair", onde havia passado rapidamente na quinta-feira, para aproveitar um pouco mais. No fim das contas acabei acertando uma pergunta do ilustríssimo árbitro Mário Yamasaki e sendo agraciado com um mini-Diedo Sanchez em pleno Octagon Bad Boy! Estórias pra contar... graças à informação de que Dan Severn venceu o UFC V! hehe


Mas enfim... de lá fomos de fato para o Jantar de despedida... KOBAN (unidade Mário Ferraz), comida japonesa (bendito Groupon!). Serviço de primeira... qualidade da comida (meus amigos japas autênticos que não leiam isso) também! Digo isso pois se trata de mais um entre tantos restaurantes paulistanos de "rodízio" japonês que resignificaram a culinária oriental sem "respeitar" (no bom sentido) muito suas tradições. Ainda mais no meu caso pois, como bom vegetariano que sou, acabado estimulando a criatividade dos sushi-men com minhas restrições... hehe... o resultado é melancia no lugar de atum, abacaxi e kiwi no lugar de salmão e camarão (não exatamente nessa ordem, haha), morango no lugar de SabeDeusOQuê, shimeji, etc... uma verdadeira "heresia" para qualquer bom gourmet deste tipo de cozinha. Mas eu não ligo... rs... peço Temaki California sem kani, mesmo, e Temaki de Shimeji com o tal "Cream Cheese" (outra invenção ocidental). Muita deturpação? haha... vocês tinham que ver os comentários dos meus amigos EFers japas na foto que postei no FB! "Estranhamento" pra falar o mínimo... rs


Bão, discussões gastronômicas à parte (já falei sobre a despretensão deste blog em prestar críticas de arte em geral... o que dirá então de culinária???), foi uma despedida legal dos 5 reunidos... a saudade já começava a apertar (agora sim sei pq me esforcei pra ficar só lembrando da comida... rs... uma tentativa inconsciente de evitar a emoção)... pois no domingo de Dia das Mães, lá pela hora do almoço, os dois já embarcariam de volta para a tal "land down under".

E foi isso mesmo, galera... hoje, domingo, dia das mães, marcou o início de mais um longo período de distância (a maior possível, por sinal, hehe... o cara tá DO OUTRO LADO DO MUNDO!) do meu irmão... mas eu não vou escrever mais senão já viu, né? rs... boa viagem, querido Luiz!

Escrito entre domingo e segunda, postado na quinta